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Semana de prevenção e combate à hanseníase começa em Mesquita

MESQUITA – A Secretaria de Saúde de Mesquita realiza uma semana de prevenção e combate à hanseníase que começou nesta segunda, dia 25. A iniciativa remete ao Dia Mundial de Luta Contra Hanseníase, comemorado sempre no último domingo do mês de janeiro. Por conta da pandemia, o Programa de Controle da Hanseníase de Mesquita está fazendo uma busca ativa para detectar, precocemente, possíveis portadores da doença. O atendimento está sendo realizado no CMS Paraná, na Rua Paraná 557, no Centro de Mesquita.

A ação de prevenção e combate à hanseníase é direcionada a quem busca informações sobre sintomas e tratamento da doença. Pessoas com manchas sugestivas são atendidas e, quando necessário, encaminhadas a um dermatologista hansenólogo, ou seja, com especialização em hanseníase. Na manhã desta segunda-feira, por exemplo, seis atendimentos foram realizados – um deles com material colhido para biópsia. Também foi oferecido um café da manhã, respeitando regras de distanciamento. A ideia foi estabelecer um bate-papo descontraído entre o hansenólogo, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem e a própria coordenadora do programa.

Muitos doentes não diagnosticados não sabem que têm hanseníase, porque é uma doença muito silenciosa. Por isso, é fundamental que as pessoas consigam reconhecer os sintomas. Quanto mais cedo se começa o tratamento, menores são as chances de transmissão e de sequelas”, alerta Kátia Almeida, coordenadora do Programa Municipal de Controle de Hanseníase de Mesquita.

Sintomas

Kátia explica que o primeiro sintoma da hanseníase é o surgimento de manchas que não coçam, não ardem e não doem. Por isso, muitas vezes, sequer são notadas pelos pacientes ou confundidas com manchas causadas pelo excesso de sol. “As manchas de hanseníase não têm sensibilidade. Se você espeta um alfinete ali, o paciente não sente”, exemplifica. As consequências da doença, no entanto, podem ir bem além das manchas na pele. “O bacilo de Hansen pode se alojar em um nervo e, por exemplo, causar atrofias ou deformidades em pés, mãos, olhos, nariz, céu da boca e outras partes do corpo. Hanseníase tem cura, mas essas sequelas que ela pode deixar não têm”, explica a coordenadora do programa de hanseníase de Mesquita.

Tratamento

A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores, ou seja, pela tosse, fala, espirro etc. O tratamento dura de seis meses a um ano, mas já a partir de 72h do início a maioria dos pacientes deixa de transmitir a doença. O Programa Municipal de Controle de Hanseníase de Mesquita funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Centro Municipal de Saúde Paraná. O atendimento para hanseníase é realizado tanto para os pacientes encaminhados por unidades de saúde da cidade quanto para os que procuram o espaço por conta própria. Confirmado o diagnóstico, o tratamento é iniciado e pode ser realizado na unidade de saúde que já atende o paciente, com doses supervisionadas pela equipe do programa.

Com informações da Prefeitura de Mesquita

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